A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo de Doenças Transmissíveis, deu início à segunda etapa de capacitação sobre o Novo Sistema de Tratamento da Tuberculose, recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). Neste momento, o público alvo do treinamento são os coordenadores municipais de vigilâncias e de Atenção Básica. A capacitação prossegue até a próxima quinta, 12, no Hotel Parque Coqueiros, em Aracaju. De acordo com o coordenador do Núcleo de Doenças Transmissíveis da SES, o médico infectologista Marco Aurélio Góes, o novo sistema visa melhorar os indicadores da doença por meio do cuidado supervisionado, de modo a evitar os casos de abandono do tratamento.
Na primeira fase da capacitação, que aconteceu na semana passada, foram treinados os coordenadores de vigilâncias epidemiológicas dos municípios prioritários para tuberculose, que são Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, além de representantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
"Dividimos os dias para as regionais de saúde. Por exemplo, nesta segunda, o treinamento é para os coordenadores das regionais de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro", informou Marco Aurélio, acrescentando que na próxima reunião do Colegiado Interfederativo Estadual (CIE) serão apresentados os dados da tuberculose no Estado.
Cronograma
Segundo a enfermeira Heide Mesquita, responsável técnica pelo Programa Estadual de Tuberculose, na terça-feira, 10, será a vez dos coordenadores das regionais de Estância e Itabaiana serem capacitados; na quarta, 11, das regionais de Lagarto e Nossa Senhora da Glória. O encerramento será na quinta, 12, com os representantes dos municípios da regional de Propriá.
"No próximo dia 30, faremos esta mesma capacitação para os médicos e enfermeiros de toda a Atenção Básica dos municípios sergipanos, no Hotel Celi. O objetivo é baixar as taxas de abandono do tratamento da tuberculose. No Brasil, este índice é de 8% e o MS preconiza que seja menor do que 5%", explicou a enfermeira.
Situação
Conforme a técnica da SES, um terço da população brasileira está infectada pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose. "Então devemos ficar mais atentos porque a doença pode acometer qualquer pessoa. Para o ano que vem, temos vários desafios como melhorar o sistema de informação, rever a fragilidade dos municípios em relação aos laboratórios para fazer o exame de baciloscopia, a descentralização da Atenção Básica, aumentar a taxa de cura e diminuir o índice de abandono do tratamento, expandir o tratamento supervisionado, entre outras medidas", disse Heide.
Para Joélia Ferreira Gouveia, coordenadora de Atenção Básica de São Cristóvão, a capacitação é muito válida porque especifica as peculiaridades da doença e do seu tratamento. "A Atenção Básica deve ficar mais atenta e acompanhar o máximo possível dos pacientes para que não haja abandono do tratamento, principalmente os integrantes das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF). A tuberculose tem cura, mas ainda mata muitas pessoas", enfatizou Joélia.
