Porque temos tanto medo?




PORQUE ESSE MEDO EXISTE?

Algumas pessoas temem que um projeto seu, mesmo que embasado em sua competência, “não dê certo”.Mas, com freqüência, quando indagadas
“e se der certo?”, notamos embaraço e surpresa.

Parecem entrar na situação “para não dar certo”.Tudo foi planejado corretamente, com detalhes, mas, na hora H...algo ocorreu e tudo ruiu.
E, muitas vezes, por um ato que ela avalia como “involuntário” ou casual.
Ser feliz parece proibido para as pessoas de baixa auto-estima.

A felicidade parece incomodar, gerar ansiedade e desconforto. Parece evocar ecos do passado que dizem “não mereço ser feliz”. Muitas vezes ocorrem
culpa e sensação de inferioridade. Diante da eminência do sucesso é como
se a pessoa se sentisse um impostor, passível de ser descoberto a qualquer momento. A falta de coragem de assumir a felicidade faz com que, ao invés de questionar essas vozes destrutivas num diálogo interno, acreditem
piamente nela e a obedeçam.


É o caso da jovem de 26 anos, promovida em seu trabalho, que,
apavorada por avaliar mal sua capacidade de fazer frente às novas
exigências, passa a botar os pés pelas mãos e comete falhas
aparentemente inexplicáveis e que a comprometem na nova empreitada.
Ou do ator que, após muita luta e preparo, tem sua oportunidade
numa grande emissora de TV. Bloqueia texto, se atrasa, erra ou esquece tópicos importantes. Tudo ia bem, mas...De repente...O medo de ser feliz ocorre na vida afetiva, profissional, social, ou, mais sucintamente,
na vida da pessoa como um todo.

O medo da felicidade não é conseqüência da incompetência, mas da má avaliação da própria competência. Como se, apesar de desejarem seus objetivos, tivessem uma sensação íntima de incapacidade.

A voz interna do imerecimento parece dizer “você é um engodo!”!

“Ir bem”, “ser feliz”, “conseguir”, conflita com as avaliações mais profundas a seu próprio respeito. Se tais avaliações não forem revistas...

VAMOS REFLITIR A RESPEITO????